
Sem poesia, a vida seria a morte.
sábado, 21 de agosto de 2010

uma paisagem interna
Hoje meu dia padece da dor da minha alma.
Chove porque chove em mim.
O sol se esconde, esfria, ficando em silêncio da sua luz, em respeito à minha dor agora cega, fechada para o cheiro da noite que se aproxima.
Sim, a noite vai me servir este tempo. Escura, misteriosa, guardará dentro de si mesma a possibilidade de amanhecer sozinha.
O dia chega, o sol se abre.
Meus olhos brilham depois do sonho.
O sol nasceu em mim.
Claudia Quintana
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Perder-se
uma dor intensa traz em si mesma o não querer estar em si mesmo.
A dor e o ser acabam se encontrando,
mesmo perdidos, curam-se.
Talvez com vontade de dizer algo sem expressão, sem sentido algum..
Me perdi, deixei a porta aberta, saí de mim com intenção de não voltar.
se me encontrarem não me avisem e não me devolvam
talvez ainda me surprenda esse caminho desconhecido.
Claudia Quintana
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Noite Real
Na noite, os dias se encontram
e podem ser tantos os sonhos
que dias faltariam para realizá-los todos
Melhor do que sonhos..
Tantos são os dias que cabem numa noite..
um tempo com lembranças de outro tempo.
perto e longe, os segundos se costuram, como numa dobra de tempo.
As lembranças sozinhas, as lembranças dos sonhos
saudade de um tempo perfeito que só acontece no sonho.
O sonho é sempre perfeito.
Numa noite cabem tantos dias que se
dormir, os sonhos chegam com mais dias do que é possível viver..
Melhor a insônia..
pra poder viver uma noite de cada vez, soletrando uma palavra-sonho
em cada hora que se mostra passar no relógio ao lado da cama.
Claudia Quintana
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