sábado, 21 de agosto de 2010

uma paisagem interna
Hoje meu dia padece da dor da minha alma.
Chove porque chove em mim.
O sol se esconde, esfria, ficando em silêncio da sua luz, em respeito à minha dor agora cega, fechada para o cheiro da noite que se aproxima.
Sim, a noite vai me servir este tempo. Escura, misteriosa, guardará dentro de si mesma a possibilidade de amanhecer sozinha.
O dia chega, o sol se abre.
Meus olhos brilham depois do sonho.
O sol nasceu em mim.
Claudia Quintana
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
O lado sombrio da essência humana
atordoa e choca o pensamento
irracionalidade que não posso explicar
sentimentos que não posso parar de sentir.
A alma mergulha então na escuridão
E enegrece os olhos
que não enxergam mais luz no mundo
escurece a percepção.
E nos dissolvemos no escuro universo
da noite, eu e o mundo
ausência de luz.
Absorvendo ausência
Aguardando a luz
Esperança no Tao
DNF
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O PARTO
RAINER MARIA RILKE
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Adélia Prado por si mesma
Intenso Brilho
É impossível no mundo
estarmos juntos
ainda que do meu lado adormecesses.
O véu que protege a vida
nos separa.
O véu que protege a vida
nos protege.
aproveita, pois,
que é tudo branco agora,
à boca do precipício,
neste vórtice
e fala
nesta clareira aberta pela insônia
quero ouvir tua alma
a que mora na garganta
como em túmulos
esperando a hora da ressurreição,
fala meu nome
antes que eu retorne
ao dia pleno,
à semi-escuridão