Sem poesia, a vida seria a morte.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
a traição
a vida que se entrega para
a morte que trai
que chega sorrateira, meio sombra
não diz que vai te levar dali alguns dias
e tudo parece tão rotineiro
que nem vale a pena gastar um tempo pensando no fim
a morte que chega hoje,
que chega agora
que chegou há pouco,
tão rotineira a morte
tão rotineira a vida.
A tarefa do dia
é reconstruir uma ausência.
CQ
sábado, 6 de abril de 2013
domingo, 3 de março de 2013
O Homem Humano
Adélia Prado
Não fosse a esperança de que me aguardas com a mesa posta
O que seria de mim eu não sei.
Sem o Teu nome
A claridade do mundo não me hospeda,
É crua luz crestante sobre ais.
Eu necessito por detrás do sol
Do calor que não se põe e tem gerado meus sonhos,
Na mais fechada noite, fulgurantes lâmpadas.
Porque acima e abaixo e ao redor do que existe Permaneces,
Eu repouso meu rosto nesta areia
Contemplando as formigas,
Envelhecendo em paz
Como envelhece o que é de amoroso dono.
O mar é tão pequenino diante do que eu choraria se não fosses meu Pai.
Ó Deus, ainda assim não é sem temor que Te amo,
Nem sem medo.
Adélia Prado
Não fosse a esperança de que me aguardas com a mesa posta
O que seria de mim eu não sei.
Sem o Teu nome
A claridade do mundo não me hospeda,
É crua luz crestante sobre ais.
Eu necessito por detrás do sol
Do calor que não se põe e tem gerado meus sonhos,
Na mais fechada noite, fulgurantes lâmpadas.
Porque acima e abaixo e ao redor do que existe Permaneces,
Eu repouso meu rosto nesta areia
Contemplando as formigas,
Envelhecendo em paz
Como envelhece o que é de amoroso dono.
O mar é tão pequenino diante do que eu choraria se não fosses meu Pai.
Ó Deus, ainda assim não é sem temor que Te amo,
Nem sem medo.
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