Sem poesia, a vida seria a morte.


domingo, 8 de junho de 2014

O tempo se vai com o vento, nada.
O tempo que não vai, nem volta.
Choro, para sempre.. talvez só hoje.
Meus livros, meus versos, meus dedos.
Tua poesia me dói.
Sou eterna, tanto quanto eu mesma.
Nada. Mais, nem menos. 

CQ

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O silêncio que me ocupa entrega a paz
a boca me traduz
os olhos me existem.

Só os teus braços que me levam
aonde eu tenho horizontes.

CQ
espera
um sono sem paz, sem dor
um sonho sem luz, sem cor

espera

alguns dias todos
poucos sonhos todos

espera

meus pensamentos livres
meus versos possíveis..

CQ

sábado, 5 de abril de 2014

Se um dia eu soubesse qual a anatomia da paz,
eu diria que esse sonho nem se esconde mais..
O frio chega, meus ossos doem,
meu tempo que foi, vai ou virá.
E entre mortos abraços e medos
é só o beijo que vive.

De amor e mais nada. CQ

sábado, 14 de dezembro de 2013

E quando o fogo transformou o verbo em verso,
Deus se fez carne,
e das trevas, fez-se a Luz.

Ah, minha humana poesia,
tu és Deus em mim quando está feliz com o que fez.

CQ

Imagem: Artbook

sábado, 16 de novembro de 2013

A dor me diz que ainda não gosto do frio
mas a chuva é que parece boa.
A dor me diz que ainda não vivo sem sol
mas sobrevivo sob a lua.

A dor me chama ao seu colo e me embala um sono sem sonhos.
E hoje a dor me fala sobre palavras desconhecidas,
mas que compreendo como respirar uma epifania.

A dor me diz que o teu silêncio me fere.
Gravemente. CQ

Imagem: Delawer Art

sexta-feira, 1 de novembro de 2013


Tempo-deus

O tempo que devora meu corpo,
agora anda faminto da minha alma.
Insaciável tempo, quer meus frágeis segundos.
Tempo, meu santo tempo...temo..
Tempo que me tolera
Tempo que me esquece
que me lembra que não sou mais
e nem menos.
Tempo que me cuida
que me cura, se quiser.

Se Deus quiser, o tempo saberá.
Eu sei. CQ

Imagem: Marius Markowski

sexta-feira, 25 de outubro de 2013


oração ao tempo

no tempo que passa vasculho a vida
tempo que guarda ou liberta a vida que espero
o tempo que devora a esperança sem sangue,
a vida escorrendo por entre meus dedos
os dedos meus que te tocam
na pele que ainda me traga poemas...

traga, devora,
teus poemas possíveis. CQ