Sem poesia, a vida seria a morte.


sábado, 3 de janeiro de 2015

"Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, 
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio. 
Tanto quanto possível sem humilhar-se, 
mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito. 
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: 
isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, 
por mais humilde que seja,
ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. 
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, 
pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos 
e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado 
para enfrentar as surpresas da sorte adversa. 
Não se desespere com perigos imaginários: 
muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve, 
para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, 
você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, 
a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus, 
seja qual for o nome que você lhe der. 
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, 
conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, 
o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz 
e partilhe com os outros a sua felicidade."

Desiderata 
Max Ehrmann - 1927

Imagem: Fractais

domingo, 28 de dezembro de 2014

Se tudo fosse Amor
então o Universo seria um verso.
A poesia escrita em todas as linhas
descreveria planetas novos,
estrelas nascentes
a rodopiar por séculos
em novas trajetórias livres, nunca mais mecânicas.
Toda estrela girando,
dançante nas bordas dos buracos negros,
descreveria trajetórias certas e errantes de
tantos nossos bilhões de seres (quase humanos)
que sabem que amam
mas não sabem que versam.

CQ

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Lua doce que salva qualquer flor,
doce é a vossa e a minha tristeza hoje.

Mesmo num dia sem som,
sou a mesma melodia que me termina.
Tua Luz Lua, é o que sabe me conter assim,


tão infinita.

CQ

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

quinta-feira, 23 de outubro de 2014


Um coração novo que canta,
silencioso
Em cadente alvorada, a estrela clama,
Antares distantes, sol íntimo,
perto,
do lado de dentro.

A súplica vem da rosa.
Uma rosa que não fala,
sorri.

CQ


A liberdade não mora no tempo, mas no caminho.

CQ

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"O mundo que roda sem ser preciso,
as flores que murcham pelos motivos certos.
O homem que perde a fé no meio das suas lágrimas.

Tinha tanto a fazer a mulher que morre hoje,
mas descansa. Escolhe só a vida que se aquieta nessa morte toda."

CQ - Motivo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014


Do que eu vejo, enxergo nada.
Emudeci.
Minha boca pertence ao mundo vazio do meu peito
meus versos são agora um silêncio que grita
a dor, o tempo, o caminho que não voltam.

meus pés que suspiram,
num coração tropeçam,
meu tempo cai.

Não vejo mais nada a frente, vejo o nada.
O abraço da morte me liberta de teus braços
onde havia horizontes, as paredes caem.
O céu se abre, minha luz ofusca as todas sombras.
Meus cegos olhos doem de tanto caminhar.

E é só de amor que nos falam essas todas ruínas.

A morte - Claudia Quintana