Sem poesia, a vida seria a morte.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
o ano foi de um ano ou mais
e não há o que esquecer destas horas todas
onde a minha tristeza foi a minha melhor tristeza
que abriu minha carne e entranhas
para a gestação sagrada da paz de quem sabe de seus desfiladeiros
um ano de olhos fechados durante os dias
de olhos despertos nas noites de sono profundo
onde os sonhos foram a realidade da vida
um ano de alma despida, nua, translúcida
de alma leve, mulher, feminina, inteira
um ano de unhas brancas, vermelhas, azuis, liláses
e com dias de dedos roxos de frio
um ano de pés descalços
cegos e atentos ao chão que tantos dias fugiu deles
um ano de pés nas pedras, de passos largos e pele fina,
machucada
um ano de rosas, de santas, santas revelações
um ano de oráculos, de sombras e de estrelas cadentes
um ano de céu claro e lua cheia
lua grande num peito livre, finalmente
um ano de perdas
de peso, de medos, de solidão
perder a solidão
ano do impossível crescer até ser inevitável
um ano onde as escolhas foram caminhos
os medos não alargaram os dias,
mas as alegrias sim, misteriosamente, as alegrias deixaram os dias maiores.
um ano de novas estradas
onde as curvas não eram abismos
um ano onde os encontros foram encontros
que os desencontros nunca foram antes
um ano que meus abraços fizeram meu coração aprender a beijar
e o amor que chegou é amor pra ficar
um ano que termina com vento que não mais seja tormento
um ano que o medo se foi nesse vento que trouxe um perfume diferente, fresco, doce..tão leve e denso..
que venha então o novo,
mais ano que todos, o primeiro de muitos novos
Porque o ano que chega é ano que meu coração se abre para uma festa,
e a cereja do bolo
é cereja de verdade.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Desiderata - do latim "aquilo que se deseja"
Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.
Fale a sua verdade mansa e claramente e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes, eles também têm sua própria história.
Evite as pessoas agressivas e transtornadas. Elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior, e alguém superior a você.
Viva intensamente o que já pôde realizar.
Mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde, ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcias, mas não saia da descrença, a virtude existirá sempre.
Muita gente luta por altos ideais e em toda a parte a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição, nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos , mas também seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude.
Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários...Muitos temores nascem do cansaço e da solidão, e a despeito de uma disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo.
Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui, o seu destino.
Portanto, esteja em paz com Deus como quer que você o conceba
E quaisquer que sejam seus trabalhos e as aspirações, na fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma,
Acima da falsidade, dos desencantos e arduras,
O mundo ainda é bonito.
Seja prudente e faça tudo para ser feliz.
1692 - Igreja de Saint Paul
atribuido a Max Ehermann
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Poema Preso
A maioria das doenças que as pessoas têm
São poemas presos.
Abscessos, tumores, nódulos, pedras são palavras
calcificadas,
Poemas sem vazão.
Mesmo cravos pretos, espinhas, cabelo encravado.
Prisão de ventre poderia um dia ter sido poema.
Mas não.
Pessoas às vezes adoecem da razão
De gostar de palavra presa.
Palavra boa é palavra líquida
Escorrendo em estado de lágrima
Lágrima é dor derretida.
Dor endurecida é tumor.
Lágrima é alegria derretida.
Alegria endurecida é tumor.
Lágrima é raiva derretida.
Raiva endurecida é tumor.
Lágrima é pessoa derretida.
Pessoa endurecida é tumor.
Tempo endurecido é tumor.
Tempo derretido é poema
Você pode arrancar poemas com pinças,
Buchas vegetais, óleos medicinais.
Com as pontas dos dedos, com as unhas.
Você pode arrancar poemas com banhos
De imersão, com o pente, com uma agulha.
Com pomada basilicão.
Alicate de cutículas.
Com massagens e hidratação.
Mas não use bisturi quase nunca.
Em caso de poemas difíceis use a dança.
A dança é uma forma de amolecer os poemas,
Endurecidos do corpo.
Uma forma de soltá-los,
Das dobras dos dedos dos pés, das vértebras.
Dos punhos, das axilas, do quadril.
São os poema cóccix, os poemas virilha.
Os poema olho, os poema peito.
Os poema sexo, os poema cílio.
Atualmente ando gostando de pensamento chão.
Pensamento chão é poema que nasce do pé.
É poema de pé no chão.
Poema de pé no chão é poema de gente normal,
Gente simples,
Gente de espírito santo.
Eu venho do espírito santo
Eu sou do espírito santo
Trago a Vitória do espírito santo
Santo é um espírito capaz de operar milagres
Sobre si mesmo.
Viviane Mosé
domingo, 25 de dezembro de 2011
Para quem padece de tristeza grave no Natal como eu, fica a certeza de que não se deve ter medo dela, porque bem lá dentro da sua profundidade está o nosso reecontro com a paz. E, por mais perdido que a gente se sinta, andar de olhos fechados não tira o caminho do lugar em que os nossos pés devem estar.
Toda dor é sagrada.
Todo medo é santo.
Toda escuridão é reveladora.
E como diz meu profeta, "deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está em nossas lágrimas e no mar..." (GKG)
Toda dor é sagrada.
Todo medo é santo.
Toda escuridão é reveladora.
E como diz meu profeta, "deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está em nossas lágrimas e no mar..." (GKG)
sábado, 24 de dezembro de 2011
A Flor da Vida é uma imagem de geometria sagrada que aparece como um padrão em cada molécula, cada célula em nosso corpo. Ela é o padrão da criação e da vida, em todo lugar.
Não há nenhum conhecimento no Universo que não esteja contido neste padrão da Flor da Vida. A repetição de sua unidade faz o que chamamos de fractais, o Todo está contido no Um e o Um se une a tudo para fazer o Todo. Assim estamos e assim somos. Unidades de vida conectadas umas as outras, pelo toque, pelo sentimento, pelo pensamento. Já não importa o tempo e a distância que nos separa, porque nada nos separa.
Assim, desejo a todos por aqui, unidos a mim pela poesia, filosofia, fotografia, amor, filhos, silêncios, medos, sons e amizade. Todos daqui e não daqui. Desejo que o Natal nos faça mais flor e menos dor. Que a harmonia secreta que mora dentro de cada um de nós tenha chance de renascer nestes dias de Luz.
Então, tira a poeira da sua Flor da Vida e desabroche.
Gente boa..Feliz Natal!
Claudia Quintana
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Minha metade (oração do ano novo)
Que a força do sonho que tenho
Não me impeça de esperar uma realidade qualquer
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tire a vida da fé
Porque metade de mim é o que eu choro
Mas na outra metade eu rio
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza me tome
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é estar só
Mas a outra metade é junto
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas escutadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que grito.
Que essa minha vontade ficar
Se transforme na calma e na paz de saber voar
Que esse medo que me corrói por dentro
Seja um dia abraçado
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é o vento.
Que o medo do amor se afaste, e que o convívio de mim comigo mesma se torne menos confortável.
Que o espelho saiba onde fica algum doce sorriso no meu rosto
Que eu me lembro ter nascido na distância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu ainda serei
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer acordar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
do amor que silencia no teu peito
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é um passo
Que a poesia nos aponte mais de uma resposta
Mesmo que ela não saiba a pergunta
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la viver
Porque metade de mim é vazia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
E isso é meu inteiro.
A minha metade
Claudia Quintana em sementes de Oswaldo Montenegro
Foto: Alice Consolim
Que a força do sonho que tenho
Não me impeça de esperar uma realidade qualquer
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tire a vida da fé
Porque metade de mim é o que eu choro
Mas na outra metade eu rio
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza me tome
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é estar só
Mas a outra metade é junto
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas escutadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que grito.
Que essa minha vontade ficar
Se transforme na calma e na paz de saber voar
Que esse medo que me corrói por dentro
Seja um dia abraçado
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é o vento.
Que o medo do amor se afaste, e que o convívio de mim comigo mesma se torne menos confortável.
Que o espelho saiba onde fica algum doce sorriso no meu rosto
Que eu me lembro ter nascido na distância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu ainda serei
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer acordar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
do amor que silencia no teu peito
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é um passo
Que a poesia nos aponte mais de uma resposta
Mesmo que ela não saiba a pergunta
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la viver
Porque metade de mim é vazia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
E isso é meu inteiro.
A minha metade
Claudia Quintana em sementes de Oswaldo Montenegro
Foto: Alice Consolim
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Frases soltas, presas em mim.
Era uma viagem inventada no feliz; produzia-se em caso de sonho. Confortavelzinha, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Assim um crescer e desconter-se - certo como o ato de respirar - o de fugir para o espaço em branco. E as coisas vinham docemente de repente. Tinha qualquer coisa de calor, poder e flor, um transbordamento. E na sua memória ficavam, no perfeito puro, castelos já armados. Uma saudade abandonada. Tudo se amaciava na tristeza. Até o dia; isto era, já o vir da noite. Sempre sentadinha onde se achassem pouco se mexia. Ninguém entende muita coisa que ela fala.. o ar estava com cheiro de lembranças. A gente não vê quando o vento se acaba com singulares-em-extraordinários episódios. Eles olhavam um para o outro como os passarinhos ouvidos de repente a cantar.
O caminhar das sombras de uma pessoa imóvel.
O caminhar das sombras de uma pessoa imóvel.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
"Pouco a pouco, um dia, pude. Apliquei meu coração a isso, vislumbrei entre névoas, em altura longínqua profunda, a minha estrela-da-guarda. Ah, revê-la lembrou-me algo de maior, imensamente mor - o que podia valer-me. Como surge a esperança? Um ponto, um átimo, um momento. Face a mim, eu. Àquele ponto, agarrei-me, era um mínimo glóbulo de vida, uma promessa imensa. Agarrei-me a ele, que me permitia algum trabalho de consciência. Sofria, de contrair os músculos. Esta esperança me retorna, agora, mais vezes, em certos momentos. É quando me esforço por reunir as células enigmáticas, confiar em que possa, algum dia, conseguir-me a desassombração, levantar o meu desterro. Sofro, mas espero. Antes da experiência, profundamente anímica.Tenho de tresmudar-me. Sofro as asas"
Páramo, em Estas Estórias,
João Guimarães Rosa.
Então, chega o dia que chega.
E cruzo meus braços como se cruzasse vidas. Penso fechar os olhos como se fossem portas que eu poderia trancar, se quisesse. Mas não quero. Deixarei os olhos abertos, não há mais o que possa sair deles. Quero agora sentar-me aqui, como se descansasse o mundo sobre meu colo. Afago esse azul da Terra no meu ventre, gestando o novo horizonte que se esvanece a minha frente. O mar se derrama aos meus pés e rezo.
Dias sem dias que se terminam.
CQ
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
dezembro
ano bom
chuva nos campos
sol na varanda
flores de tantos dias
lindas músicas que cantam
na brisa perfumada
da comida boa bem feita
louça bastante na pia
filhos fartos e felizes
um sonho que se cria ainda
na solidão doce e amena
onde vou vivendo
CQ
foto: Claudia Quintana
ano bom
chuva nos campos
sol na varanda
flores de tantos dias
lindas músicas que cantam
na brisa perfumada
da comida boa bem feita
louça bastante na pia
filhos fartos e felizes
um sonho que se cria ainda
na solidão doce e amena
onde vou vivendo
e a vida se lembra de viver de mim.
CQ
foto: Claudia Quintana
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Uma dor estranha e desconhecida retorna
numa noite clara, o sorriso da lua guia um ser ferido
que volta cego de seu exílio
chega de mãos secas
de onde nunca foi bem vindo
Uma dor que me reabre
a carne morna
remove meus ossos frágeis
e anoitece (de novo) meus olhos sem luz.
é meu coração, de volta ao peito.
CQ
numa noite clara, o sorriso da lua guia um ser ferido
que volta cego de seu exílio
chega de mãos secas
de onde nunca foi bem vindo
Uma dor que me reabre
a carne morna
remove meus ossos frágeis
e anoitece (de novo) meus olhos sem luz.
é meu coração, de volta ao peito.
CQ
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Tomando chuva na Pedroso Alvarenga, pensando vagueantemente:
Alguns acham que o trabalho dará.
Outros pensam que o destino dará.
Ainda tem aqueles que acreditam que só um outro alguém dará.
Eu escolhi me deixar tudo ao "Deus dará"
Está dando tudo mais certo assim.
(pelo menos do lado de dentro da vida)
...adoro tomar chuva.
Alguns acham que o trabalho dará.
Outros pensam que o destino dará.
Ainda tem aqueles que acreditam que só um outro alguém dará.
Eu escolhi me deixar tudo ao "Deus dará"
Está dando tudo mais certo assim.
(pelo menos do lado de dentro da vida)
...adoro tomar chuva.
sábado, 26 de novembro de 2011
Dar-se enfim
O prazer é abrir as mãos e deixar escorrer sem avareza o vazio-pleno que se estava encarniçadamente prendendo. E de súbito o sobressalto: ah, abri as mãos e o coração, e não estou perdendo nada! E o susto: acorde, pois há o perigo do coração estar livre! Até que se percebe que nesse espraiar-se está o prazer muito perigoso de ser. Mas vem uma segurança estranha: sempre ter-se-á o que gastar. Não ter pois avareza com este vazio-pleno: gastá-lo.
Clarice, (a minha) Lispector
em Aprendendo a Viver, pg 78
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Pois logo a mim, tão cheia de garras e sonhos, coubera arrancar de seu coração a flecha farpada. De chofre explicava-se para que eu nascera com mão dura, e para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada.
Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir.
Clarice, a Lispector em Felicidade Clandestina
Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir.
Clarice, a Lispector em Felicidade Clandestina
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A Manuel Bandeira
Quando eu estiver mais triste
mas triste de não ter jeito,
quando atormentados morcegos
– um no cérebro outro no peito –
me apunhalarem de asas
e me cobrirem de cinza,
vem ensaiando de leve
leve linguagem de flores.
Traze-me a cor arroxeada
daquela montanha – lembra?
que cantaste num poema.
Traze-me um pouco de mar
ensaiando-se em acalanto
na líquida ternura
que tanto já me embalou.
Meu velho poeta canta
um canto que me adormeça
nem que seja de mentira.
Olga Savary
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Tem dia que dá uma vontade infantil de por todos os problemas numa linda caixa de porcelana e acomodar direitinho no alto da estante mais alta.
Problemas decorativos,
arquiváveis.
Disponíveis apenas para consulta com agendamento.
Era o que eu queria e precisava.
CQ
Foto: Biblioteca do Castelo em a Bela e a Fera
Problemas decorativos,
arquiváveis.
Disponíveis apenas para consulta com agendamento.
Era o que eu queria e precisava.
CQ
Foto: Biblioteca do Castelo em a Bela e a Fera
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação.
Simplesmente, eu sou eu, você é você. É livre, é vasto, vai durar.
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida mas, por enquanto, olha pra mim, e me ama!
Não! Tu olhas pra ti e te amas.
É o que está certo.
Clarice, a Lispector
É o que está certo.
Clarice, a Lispector
domingo, 13 de novembro de 2011

As coisas têm peso, massa, volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, du-ração, densidade, cheiro, valor, consistência, pro-fundi-dade, contorno, temperatura, função, aparência, preço, des-tino, idade, sentido.
As coisas não têm paz.
Arnaldo Antunes
Foto - RJ - Rocinha hoje de madrugada - Folha Uol
sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
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